Boeing 747 Ed Force One retorna para Turnê de Iron Maiden


ED Force One - Iron Maiden - Boeing 747-400

Fotos por Bjorn Bjarnason (Air Atlanta) e Jeremy Smith (Balance-Cargo) - Fonte Iron Maiden

Após o grande acidente no Chile, na manhã do dia 12 de março, Bruce Dickinson, vocalista e piloto da Banda Iron Maiden está feliz em anunciar que o Ed Force One está completamente restaurado.


A aeronave deixou o Brasil, em São Paulo rumo à New York, ontem (27 de março), por volta das 12h20min (hora local), com uma hora e meia de antecedência, várias pessoas perderam o momento da decolagem que estava previsto para às 14h. A banda dará continuidade ao resto da Tour The Book of Souls que visita 36 países em um período de cinco meses.



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O acidente exigiu a troca de dois motores do lado direito do Boeing 747, algo que é sempre difícil em situações comuns, mas ainda pior em virtude das distâncias envolvidas para conseguir que estas enormes peças, partes, ferramentas e engenheiros chegassem ao Chile o mais rápido possível para conseguir que o Ed Force One voltasse a voar. Para ter uma ideia, os motores sozinhos pesam 5000kg cada um, e custam cerca de 4 milhões de dólares.


Bruce Dickinson comentou: “A velocidade e eficiência desta operação foi incrivelmente complexa, inacreditável e estamos muito felizes de ter nosso avião de volta. Gostaríamos de agradecer à Air Atlanta e seu incrível corpo técnico pelo grande esforço de conseguir isso em curto tempo, e à Boeing, LAN Chile, ACS e Rock-It Cargo Ltd por todo o seu apoio. Estamos tristes por nossos fãs em Cordoba, Buenos Aires, Rio e Belo Horizonte que perderam de ver o avião, mas esperamos que tenham apreciado os shows tanto quanto nós."


Sobre o ED Force One

Ed Force One é uma aeronave, de matrícula TF-AAK, pertence à Air Atlanta Icelandic, empresa de fretamento de aviões com sede na Islândia. O Ed Force One foi fabricado em 2003 e voou pela Air France até outubro de 2015, quando foi repassado à empresa islandesa.


A Manutenção

Air Atlanta entrou em ação imediatamente após o incidente, com assistência técnica da Boeing. Uma reunião de emergência no Domingo foi feita para criar um plano compreensivo e detalhado para essa comeplexa operação – localizar motores adequados, reversores, capotas e outras partes, trabalhar com ferramentas necessárias e um time técnico, logística de transporte terrestre e aéreo, o transporte do time técnico e outros detalhes. Tudo isso a “partir de um rascunho do zero”, os dias seguintes foram gastos colocando esses meticulosos planos em seu lugar.


O resultado foi na última quinta-feira, 17 de março, um 747 da Cargolux decolou de Luxemburgo fretando os dois “novos” motores enormes para ser substituído, que foram trazidos de caminhão de Hanôver, Alemanha. O voo fez escala em Aeroporto de Stansted, Essex, Reino Unido, para recolher mais dois lotes. Carenagens e reversores foram transportados em enormes caixas de Kemble, Reino Unido, juntamente com ferramentas e consumíveis voando em especial de Jidá a Heathrow e seguindo para Stansted.


Na manhã de Sexta-feira, o 747 da Cargolux chegou em Santiago com a logística das peças necessárias. Os técnicos voaram da Islândia e da base da Air Atlanta, em Jidá. Seis técnicos no total para juntar o time do Ed Force One que conta com dois técnicos a bordo, Bjorn Bjarnason e Sigurbjarni ( Barney) Thormundsson, e Jeremy Smith da Rock It Cargo ltda, que está na turné supervisionando as cargas e aspectos alfandegários.


Os motores foram liberados pela Alfândega Chilena na hora do almoço de Sexta, e de lá transferidos para o centro de manutenção da LAN Chile, chegando antes das duas da tarde. Trabalhando em turnos de 24 horas por dia os técnicos foram capazes de começar a remover o motor número 1 e, em seguida, no sábado o motor número 2. Usando guinchos e guindastes os motores danificados foram retirados depois e deixando-os em uma armação, a fim de serem substituídos por “novos” motores. Os motores foram então levantados e colocados e em um lugar. Após, os pylons, ( peça que dá apoio ao motor com a asa) foram sido inspecionados e radiografado para verificar se houve danos, sendo que ambos passou com distinção, em seguida, os novos motores foram ligados – como um dos técnicos disse: “por milhões de cabos”. Ambos foram finalmente colocados no lugar até o meio dia de Domingo, e os reversores foram equipados durante a noite. Uma operação bastante complexa colocar os motores, pois estavam bem embaixo da asa. A peça final para operação foram os adesivos do Eddie serem colocados e ambos os motores testados em potência máxima.


Veja fotos do trabalho de reparo do Ed Force One:



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